A intolerância e a injustiça são pequenos monstros que tendem a personificar em gente que nem sequer chega a ser gente. São uma espécie de zombies sociais prontos a atacar e morder sem piedade e sem saberem porquê, aqueles que se cruzaram no próprio caminho...às vezes e infelizmente, até os filhos.
Aqui manifesto o meu total repúdio pelas pessoas que não sabem viver nem deixam viver....
porque aqui no país do Funk, somos sempre mais fortes! Aqui, a consciência é como o algodão: não engana.
A vida é uma corrente mutável. Quando acreditamos em "sonhos" criados por um consciente moribundo, deixam de ser sonhos para passar a ser apenas: aspirações. Algumas delas bem perversas até para connosco. A procura de um prazer imediato, de um escape económico, de uma fuga imoral ou de uma ostentação orgulhosa de um Eu mesquinho e desprovido de essência, de valores.
No entanto, quando a vida nos dá a oportunidade única de alcançar realmente a felicidade, de nos encontrarmos, de nos voltarmos a reconhecer, então aí sim, vale a pena agarrar as oportunidades de forma sensata, coerente e persistente. Tudo o que for para além disso não passa de um escape a uma descompensação que se arrasta ao longo dos tempos, das vidas e que, enquanto não apreender a consciência daquilo que perdeu, andará errante sem nunca atingir completamente o grande objetivo da vida: o pleno da felicidade.
«We are young»...sempre! Com as pessoas certas que nos fazem sentir essa sensação de forma permanente. Caso contrário seremos eternamente "velhos" sem salvação possível...enquanto a barcaça do tempo atravessa incessantemente e "repetidamente" as margens da...COMPORTA sem nunca se conseguir realmente ancorar.
E se o Capuchinho Vermelho controlasse a mente do lobo? Há capuchinhos com ar inocente mas altamente perversos e maquiavélicos. Uhhhh! :) A imaginação... e a realidade...sem limites. DrFunkenstein
Um dos meus "novos" escritores preferidos (Albert Espinosa) aprendeu que a TERNURA, é das coisas mais bonitas e importantes da vida, o qual subscrevo inteiramente. E que ao invés de haver uma lista com os 10 TERRORISTAS mais procurados no mundo, porque não uma lista com os 10 TERNURISTAS mais procurados no mundo? Conseguirias encaixar-te? Que é idílico... talvez, mas não deixa de ser um pensamento SOBERBO.
Este homem sobreviveu nada mais, nada menos que a 4...cancros! E não tem uma perna! Grande herói!
Pelo menos que o sejamos para aqueles que, ao se aventurarem nas nossas vidas o mereçam...ou porque nos merecem.
Infelizmente há que saber conviver com os "outros"... até verem a luz.
"Marcos tem um dom. Com um simples olhar, consegue ver o melhor e o mais terrível das recordações de qualquer pessoa, bem como outras doze recordações intermédias. Até agora, esse dom serviu-lhe para uma colaboração relevante com as forças de segurança. Mas tudo pode mudar. No dia em que decide deixar para sempre de dormir. No dia em que a imprensa descobre que há um possível alienígena na terra. No dia em que se cruza com uma mulher que lhe provoca sentimentos inexplicáveis.
Normal e improvável fundem-se nesta história simples, mas envolvente e com uma força emocional surpreendente. Seres de outros planetas e um sistema para renunciar às horas perdidas no sono confundem-se com uma vida quotidiana com que qualquer leitor se pode identificar: as perdas, as expectativas, as paixões. E é interessante como, em cerca de duzentas páginas escritas num estilo acessível e algo irreverente, o autor consegue construir uma história com tanto de peculiar e que, na sua simplicidade, consegue apelar às emoções de quem lê.
Não há explicações profundas para os fenómenos mais improváveis introduzidos neste livro. São, na verdade, apenas um elemento para a história de vida de Marcos (e dos que o rodeiam) e, por isso, são exploradas apenas na medida em que são essenciais à história. Há, ainda assim, algo de cativante em toda a teoria da(s) vida(s) e em toda a mensagem de amor mais forte que a morte, mensagem que é, afinal, a grande força a ser retirada de toda a história do estranho.
Se o bem é abordado com simplicidade (e com uma certa ternura), também no mal os pormenores são evitados. Da experiência do estranho nas mãos dos que o querem explorar não se retiram grandes detalhes do quanto lhe terá sido feito, mas principalmente uma visão bastante clara do que é, afinal, um cenário bastante comum no nosso mundo: a discriminação da diferença e a tendência para a menorização ou neutralização do que não podemos compreender.
Fica, pois, de tudo isto, um impacto final claramente positivo no que diz respeito a esta leitura. Cativante, num estilo muito próprio onde presente e memória, possível e improvável se juntam para construir uma mensagem muito forte, há muito de impressionante a descobrir neste livro. Uma boa história, com um grande final... e muito para reflectir."
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".
Dedicado a todas as pessoas fúteis, sem valores morais e éticos, sem espírito criativo, e que vivem à margem de objetivos vãos como parasitas, que consomem a vida das almas boas. O maior juíz das nossas vidas existe, algures acima de nós. E virá um dia para nos reclamar...
A amargura, a desilusão e a raiva, são sementes que irão florescer e dar flores lindas e viçosas quando regadas com amor, consciência e entrega a grandes causas.
«O que há em mim é sobretudo cansaço-
Não disto nem daquilo,
Nem, sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço....
A subtilieza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisa todas-
Essas e o que falta nelas eternamente-;
Tudo isto faz cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada-
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infnitamete o finito,
Porque eu desejo impossivelmete o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...»
A solidão é como um grito no vazio no meio do nada, num saco sem fundo, num espaço fechado hermeticamente. E que às vezes pula da alma sem ser desejada corrompendo o espírito e instalando-se no corpo, como um parasita que maça, que corrompe e que dói. Quando a solidão se acomoda, o pânico da dor, que se espalha da mente ao corpo tornam-se insuportáveis. Então, pequenos pontos de referência captam uma atenção vaga, pensativa e deambulante, por entre memórias gravadas como tatuagens. O nó da gravata invisível ajeita-se na garganta, impiedoso. O estômago contrai-se e o corpo rejeita as sensações que lhe são devidas. A transformação cumprimenta-me, cínica, necessária e implacável. Tento resistir-lhe por entre peripécias inventadas, desafios encomendados e jogadas a solo. Desabafo comigo, escrevo pra mim e faço-me companhia enquanto a solidão, ali ao lado, me fixa num olhar dasafiador. Resisto e resisto mas não a venço. Disparo contra ela em todas as direções mas nada a atinge. Nada a dissipa. Afinal o amor, não atinge o nada. O amor partilha-se, oferece-se e procura quem o queira, o deseje e o encontre. Enquanto isso, vai vivendo na solidão por tempo indeterminado. O raio da solidão! A estúpida solidão, é agora o tempo que comanda a vida, porque o sonho... deixou de o ser. Quando voltará!? Não sei...talvez um dia. DrFunkenstein R.B.
___________________________________
A Dúvida, a Solidão, logo... a Escrita
Na vida, chega um momento - e penso que ele é fatal - ao qual não é possível escapar, em que tudo é posto em causa: o casamento, os amigos, sobretudo os amigos do casal. Tudo menos a criança. A criança nunca é posta em dúvida. E essa dúvida cresce à sua volta. Essa dúvida, está só, é a da solidão. Nasce dela, da solidão. Podemos já nomear a palavra. Creio que há muita gente que não poderia suportar o que aqui digo, que fugiria. Talvez seja por essa razão que nem todos os homens são escritores. Sim. Essa é a diferença. Essa é a verdade. Mais nada. A dúvida é escrever. É, portanto, também, o escritor. E com o escritor todo o mundo escreve. É algo que sempre se soube.
Creio também que sem esta dúvida primeira do gesto em direcção à escrita não existe solidão. Nunca ninguém escreveu a duas vozes. Foi possível cantar a duas vozes, ou fazer música também, e jogar ténis, mas escrever, não. Nunca.
Marguerite Duras, in "Escrever"
_______________________________________
A Construção da Personalidade Criadora
A harmonia do comportamento social requer, todos o sabemos, tanto o isolamento como o convívio. Excessiva comunicação, debates exagerados de assuntos que requerem meditação e peso moral, avesso muitas vezes à cordialidade natural das afinidades electivas, não enriquecem o património de uma sociedade. Antes embotam e alteram o terreno imparcial da sabedoria.
A solidão favorece a intensidade do pensamento; por outro lado, torna de certo modo celerado o homem que lida com a força material, com a técnica, com os outros homens. O impulso é a força que actualiza estas duas atitudes. Os ricos de impulso que se prontificam a uma reacção agressiva ou escandalosa, esses são associais especialmente difíceis. Todo o revolucionário é associal, se o impulso for nele um desvio da vida instintiva, e não uma atitude de homem capaz de obedecer e mandar a si próprio.
«A felicidade máxima do filho da terra há-de ser a personalidade» - disse Goethe. Personalidade criadora, obtida à custa do ajustamento das nossas próprias leis interiores, que não serão mais, no futuro, forças repelidas ou encobertas, mas sim valiosas contribuições para o tempo do homem. Quando tudo for analisado e conhecido, só o justo há-de prevalecer.
OFunk é um estilo bem característico, no entanto as suas incurssões passam por outras tendências ou influências. Umas boas outras nem tanto. Como em tudo na vida...
PHISH - uma banda rock americana, conhecida pela improvisação musical onde a exploração de diferentes géneros musicais, é a base da sua criatividade, misturando elementos de uma grande variedade desde o jazz , o rock progressivo , o rock psicadélico , o hard rock , o funk , o popular , bluegrass , reggae , clássica etc.
Criada na Universidade de Vermont em 1983 é formada por quatro membros - Trey Anastasio (guitarra, vocais), Mike Gordon (baixo, vocais), Jon Fishman (bateria, percussão, vocais) e Page McConnell (teclados, vocal).Resistiram durante 20 anos até se desmembrarem em agosto de 2004. Em março de 2009 voltaram a reunir-se tendo feito espetáculos regularment até hoje e com uma agenda preenchida para este ano. Boa onda mesmo!!
Concordo. Há quem considere o AMOR um excelente antidepressivo. O problema começa quando a posologia é levada tanto à letra que se acha que há uma altura pra fazer o desmame...
enquanto isso...
experimentaram-se e vão-se experimentando "comprimidos e pílulas" de todas as cores e formas que no fundo não passam de um efeito de placebo pra enganar as consciências que provavelmente nunca tiveram consciência do que são os verdadeiros sentimentos.
Haja saúde e boa disposição, que é o que faz falta pra manter cá a malta, a fazer aquelas cenas que nos deixam em alta.
Aaron Shepard é um escritor americano, (incluido na lista dos favoritos) cujos livros maioritariamente dirijidos ao publico infanto-juvenil, têm ganho inúmeras distinções do outro lado do Atlântico.
Para além de escritor é um excelente contador de história. The king, o' the cats, uma das minhas preferidas, é uma história que fala sobre um miúdo chamado Peter Black e o seu mestre, o padre Allan, que tinha um gato preto chamado Tom, Ambos viviam na mesma aldeia e eram vizinhos . Porém, Peter era repreendido constantemente para se deixar de inventar histórias selvagens e loucas, fazendo com que toda a gente começasse a deixar de lhe dar ouvidos. Até que um dia...
Sex Machine(James Brown) Shout:Fellas, I'm ready to get up and do my thing
I wanna get into it, man, you know....
Like a, like a sex machine, man,
Movin'... doin' it, you know
Can I count it off? (Go ahead)
Spoken: One, two, three, four!
Get up, get on up
Get up, get on up
Stay on the scene, like a sex machine
Wait a minute!
Shake your arm, then use your form
Stay on the scene like a sex machine
You got to have the feeling sure as you're born
Get it together right on, right on.
Get up, get on up...
I said the feeling you got to get
Give me the fever in a cold sweat.
The way I like it is the way it is;
I got mine and don't worry' bout his
Get on up and then shake your money maker,
Shake your money maker... ...1976
Sex machine?O sexo é muitas vezes apresentado como um outro continente emblemático da supremacia do Super-Homem. Trata-se, de resto, de uma leitura pouco original. Já nos anos 50, os observadores mais conceituados chamavam a atenção para o facto de a dinâmica do consumo estar a anexar a ordem sexual. Vistas como um divertimento fácil de alcançar, como um prazer frívolo válido em si mesmo, as relações sexuais têm tendência a transformar-se em «bens de consumo» que podem ser obtidos à vontade de cada um, sem verdadeiro compromisso, de certa forma nos moldes do livre-serviço.
Mas este encontro entre o Homo sexualis e o Homo consomator, liberto das antigas tradições repressivas, foi determinado por novas imposições colectivas geradoras de conformismo e receios, de «competições ansiosas» e «ocupações angustiantes». Embora beneficie do afrouxamento das restrições tradicionais, o sujeito libidinal moderno é, ao mesmo tempo, movido por novos modelos estandardizados, tais como a obrigação de se mostrar livre, de atingir o máximo de prazer possível, de se mostrar à altura dos padrões do desempenho erótico. No passado, predominava a norma do pudor; agora, estamos a braços com uma «liberdade imposta», uma «perseguição» inédita: a sexualidade «obrigatória».
Julgava ter conquistado a liberdade? Erro completo, já que a nossa cultura nos força metodicamente a experimentar de tudo, a libertar-nos dos nossos bloqueios e inibições, a usufruir ao máximo, a tornarmo-nos numa espécie de atletas da libido. Sob a capa da permissividade esconde-se, afinal, a ferocidade das normas da excelência mensurável, um hedonismo quantitativo e obrigatório, mais capaz de gerar complexos nos indivíduos do que de desinibi-los.
Assim, o direito ao prazer reclamado pela geração rebelde ter-se-á tornado numa intimação, numa «obrigação», numa espécie de produtivismo do prazer, análogo, em termos de princípio, àquele que rege o mundo industrial. E tal como a economia liberal gera a ansiedade relativamente à obtenção de resultados e à angústia do desemprego, também a nova economia libidinal origina o pânico do insucesso e da impotência, o pavor de se ser subdotado para os prazeres carnais, de não se corresponder à imagem do Super-Homem (ou da Super-Mulher) no dito amor.
Depois do tempo da transgressão, o tempo da mercantilização de Eros; depois da era do pecado, a era do sexo eficaz, hipertécnico e operacional. As livrarias estão repletas de manuais aptos a transformar-nos em amantes peritos. A pornografia anula as palavras e os sentimentos, enfatizando as proezas. Na época das «façanhas sexuais», todo o indivíduo é incitado a tornar-se numa espécie de actor, num Super-Homem da libido, adepto do êxito a 100%. O imperativo do desempenho já não se confina ao mundo empresarial e ao desporto, tendo conquistado também o planeta do sexo.
Neste cenário, que resta da delicadeza e da autenticidade do amor? Segundo declaram os críticos da permissividade, nesta era da pornografia e da sexologia, não existe nada para além de um erotismo hiper-realista e obsessivo, desumanizado, em que a dimensão relacional face ao outro está ausente. A logorreia emancipadora e o hedonismo cultural conjugaram-se para minar o conteúdo afectivo da sexualidade, reduzindo esta última a um procedimento técnico, a relações contratuais, pobres e despoetizadas, desprovidas de imaginação e de afecto. À medida que se difundem a «deserotização do mundo» e a impessoalidade da relação com o outro, os indivíduos, «carenciados de amor», tornam-se sujeitos calculistas, incapazes de construir ligações afectivas autênticas entre si.
O amor, sempre
Se a ideia de uma cultura anti-sentimental dificilmente resiste à análise dos factos, não podemos ignorar que estão em curso transformações profundas ligadas à sociedade de hiperconsumo. Um número crescente de homens e de mulheres reconhece a sua dificuldade em amar a mesma pessoa «para toda a vida». Relativamente a este aspecto, a situação mais frequente não é o sexo pelo sexo e o aumento relativo dos parceiros sexuais, mas a multiplicação das próprias histórias amorosas. Por um lado, o ideal amoroso constitui um obstáculo ao consumo-mundo; por outro, a vida sentimental tende a acompanhar a temporalidade efémera e acelerada do hiperconsumo.
Assistimos à anulação da dimensão afectiva, a uma vida amorosa que começa a desenvolver em si mesma a estrutura do turboconsumismo, com a desregulação do mito do amor eterno, a desqualificação dos ideais de sacrifício, a progressão das relações temporárias, a instabilidade e a inconstância dos sentimentos. Uma prática de consumo sentimental que nada tem de eufórica, sendo acompanhada por sensações de vazio, decepção, rancor, sofrimento. Se há um consumo hedonista, existe igualmente uma dimensão sismográfica do hiperconsumo dominada pela alternância repetida entre felicidade e tristeza, exaltação e abatimento.
Miséria sexual e prazer sensual
O balanço que fazem certos observadores do Eros contemporâneo não é de modo algum positivo. Uns assinalam o «declínio de Eros»; outros denunciam uma sexualidade narcísica, indiferente ao outro; outros ainda pintam o quadro apocalíptico de uma época em que os seres vivem desesperados, deprimidos, frustrados, isolados, com os seus desejos sempre insatisfeitos. Miséria sexual e afectiva que se deve a convergência entre ordem erótica e ordem económica. Assim como o liberalismo económico produz uma nova pobreza, também o liberalismo sexual está na origem de um maior, muito maior pauperismo afectivo.
Neste universo hiperconcorrencial, a grande maioria dos seres está condenada ao isolamento, à frustração, à vergonha de si mesma, ao adiamento do ideal afectivo. Como se o «horror económico» não bastasse, estamos agora também perante um «horror dos afectos». O individualismo e o liberalismo cultural não teriam, afinal, feito mais do que contribuir para o isolamento das pessoas, tornando-as egocêntricas e incapazes de proporcionar felicidade umas às outras. Longe de ter favorecido a felicidade dos sentidos, a dita revolução sexual provocou um formidável desenvolvimento das frustrações e do mal-estar. Libertação dos corpos, abandono do espírito. Negação dos indivíduos.
A simplicidade das pequenas coisas esconde o que de mais valioso se possa conhecer. Por um lado ainda bem que nem todos notam o que se atravessa no caminho. Quanto maior são as coisas, maior é a dificuldade em topá-las. Isso faria com que aqueles que sabem o segredo, já não pudessem ter os seus pequenos momentos de egoísmo intelectual, emocional ou coisa e tal.
Máxima do dia:Today I'm fully loaded cause i did it my way!!
Perdoem-me a do egoísmo mas quero estes momentos só para mim, vezes sem conta numa conta de vezes. Para mais tarde, depois de multiplicados, os poder dividir... Fiquem bem minha gente. FiquemFunky and ask for a simple life.
"Quem vive a julgar as pessoas, não tem tempo para amá-las."
Madre Teresa de Calcutá
Os vossos filhos, não são vossos filhos, eles vêm através de vós, mas não vos pertencem."
Kalil Gibran (no livro O Profeta)
“Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores. “
Khalil Gibran
“Existem pessoas que tornam a tolerância tão difícil, que esta deveria ser considerada praticamente em superpoder. “
Fernanda Young
“A cada minuto que passamos com raiva, perdemos sessenta felizes segundos.”
William Somerset Maugham
“Tolerância, respeito, ética, conhecimento, bom humor e simpatia são bases para a construção de relacionamentos eficazes.”
Carlos Albeto Sabbi
Nem sempre é fácil refletir antes de agir. Nem sempre é fácil compreender os outros e inclusíve nós próprios... mas há que tentar! E persistir. Porque no fim de contas uns morrem e outros ficam assim...
LOUCOS,
todos aqueles que pensam estar certos no meio dos iguais e errados nos desiguais. Para o "louco" todos estão doidos à exceção de si... porém, "All the freaky people make the beauty of the world". E viva a diversidade! Stay human.
«As lágrimas do mundo são infinitas. Por cada homem que começa a chorar, existe algures um outro que pára. E o mesmo se passa com o riso.»Samuel Beckett
Só há dias cinzentos, porque provavelmente temos tendência em abusar dos óculos escuros.
Esta animação da autoria do meu irmão, Marco Beato & friends - the one man show, já lá vão uns anitos, não é um tesourinho deprimente caçado no fundo do baú. Pelo contrário. Fui desencantá-lo algures num CD cheio de pó e pretendo aqui apresentá-lo pois conta uma história. Uma história com um pano de fundo cinzento onde a cor retratada num objeto pode simbolizar um sentimento muito especial. Porque as histórias não se contam só por palavras. Porque as histórias são como as quisermos ver. E por falar em histórias, fixe mesmo é conseguirmos fazer a nossa própria história... o que estraga tudo é a forma como a realizamos. Os cenários não importam muito mas sim a interpretação da personagem a quem damos vida. Ou se vive ou dá fiasco! Essa é a diferença entre os bons e os maus atores.
«Love level». A variabilidade que representa a intensidade dos sentimentos consegue ser assustadora... e aqui tão bem retratada através de um clip dos Funktomas com um re-make de Aretha Franklin "Rescue Me".
"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional."
(Roger Crawford) e tudo porque "As paixões são como as ventanias que incham as velas do navio. Algumas vezes o afundam, mas sem elas não se pode navegar" . (Voltaire)
Uma história para ver, ouvir e refletir sobre coisas da vida, com o patrocínio de DrFunkenstein.
Black Merda, título muito suigeneris para uma banda de afro-americanos mas (pronunciado-se " Black Murder" com sotaque sulista ) é considerada a primeira banda de rock onde todos os elementos são negros. Formaram-se na década de 60 e duraram até ao início dos anos 70 apesar de novamente em 2005 se terem juntado para um novo álbum. As suas letras manifestam grandes doses de ativismo político e social e esteticamente, a sua música tende a colar-se um pouco (por influências diretas da época) à grande lenda do rock, soul and blues: Jimmi Hendrix. De batidas poderosas, salta aos aouvidos um rock com alma soul onde as raízes na música negra vêm ao de cima após alguns minutos de perdição.
Os membros da banda são o guitarrista Anthony Hawkins (aka Wolf), o baixista VC Lamont Veasey (aka Veesee, VC L Veasey, O Poderoso V!), eo guitarrista Charles Hawkins (aka Charlie Hawk), além de Tyrone Hite o baterista original. Todos nasceram no Mississippi (exceto Hite, nascido em Detroit).
Black Merda: provavelmente a melhor "merda" que vem do passado do rock mas que ainda se encontra em atividade. Para saber mais cliquem aquipara cheirar "a Merda" mais amadurecida. ;) Boa onda mesmo!!
Venho por este meio tomar a liberdade de vos desejar um feliz Natal com a duração aproximada de 365 dias, uma vez que os desejos não têm limites…ao contrário das ações… E faço-o apenas, àqueles que [o] queiram fazer realmente feliz. E se não conseguirem, pelo menos tentem, sob a forma de ações visíveis e com bons propósitos. Aos restantes, pede-se o favor de abandonarem a sala.
Aos presentes, venho pedir perdão por todo e qualquer dissabor que vos tenha causado ou se algum dia tenha sido menos delicado, dedicado, prestável, atencioso ou honesto. Às vezes áspero, deambulante, indiferente, sarcástico, gozão, melodramático, aborrecido, frito e cozido. É à vontade do freguês! E se lançar dois, oferecemos-lhe o terceiro.
Por estes motivos, darei pelo menos em pensamento, 50 chibatadas em mim próprio até me punir convenientemente. É claro que não vos vou pedir que façam o mesmo. Não há espiga. É Natal! De verdade!
Parece que as guerrinhas do “olho por olho, dente por dente” só vêm beneficiar oftalmologistas e dentistas e isso é estar a ser sectário e eu ainda acredito na essência do Socialismo…. Além disso os filmes bíblicos nem sempre trazem bons resultados. São uma espécie de “Ben Uhr”, que nos massacram todos os anos por esta época e continuam a alimentar a mesma mentira ao longo dos anos, que, para se atualizar conquistou os tempos modernos com um fato vermelho, para assim vender a banha da cobra ao povo cego. Não me revejo.
Todos, um dia, perdemos ou perderemos algo. É um facto. Mas todos podemos receber muito mais se não transformarmos as perdas na raiz de todos os males. E digo receber porque nunca ninguém ganha absolutamente nada. São apenas ilusões com prazo definido. A «Única» que irá ganhar de certeza, há de vir um dia pra nos reclamar. (...)
Para aqueles que ficaram até ao fim, expresso do fundo do coração, um grande Obrigado pelos bons momentos que me proporcionaram até aqui e eu sei quem são. Para esses, sei que é, foi e será sempre Natal! Pelo menos quero continuar a acreditar que o Natal nasce dos momentos e não apenas um momento que nasceu e já passou… Ora essa! Isso é para as crianças. Mas felizmente, vão-se descobrindo, por aí a florescer, meninos e meninas especiais que nasceram sob o signo do Coração e que hão de perpetuar esta grande nação que é o FUNK, a dar voz ao espírito do Natal.
Há quem faça do estilo, sua graça e da graça... boa ou má figura. Traz a língua sempre água no bico, e falar e escrever torna-se aventura.
Anáforas, metáforas, síncopes, Metonímias, analogias, sinestesias. Parábolas, sinédoques, hipérboles Pleonasmos com antíteses... já te perdias?!
Mas há uma que aprecio usar pois gosto dela particurarmente. É o do oxímoro claro está, que não é para toda a gente!
Aqui no Funk podes encontrá-la, é old school mas vai muito à frente. Lança revivalismos pro futuro: um desejo mas só pra quem o sente.
Tenho pena que muita gentalha se sinta abanada com um disfemismo, mas o nosso funk não abandalha, é subtil, usa apenas o eufemismo.
Não é que a vontade cá falte, pois um vernáculo até sabia bem! Mas penso: "Papa com esta metáfora que hoje até estou noutra. Muito além..."
E neste instante que me parece eterno, afogo a alma num bar pensante. «Ó metomínia, serve um shot de ironia!» Que figura. Que estilo. Sai mais um oxímoro! Leva farpas com fartura...na hipocrisia.
Eric Mingus, filho da grande lenda do jazz Charles Mingus, nasceu em Nova York a 08 de julho de 1964. Eric é um aclamado compositor, performer, artista e poeta, que trabalhou com Carla Bley, Hubert Sumlin, Sharp Elliot, Rundgren Todd, Elvis Costello, Nick Cave, Mantler Karen, Steven Bernstein, Catherine Sikora, Levon Helm e muitos outros. O estilo de Eric Mingus passa por diversas formas de compor, desde o blues, rock e sobretudo o jazz. As suas assombrosas melodias instrumentais e arranjos de jazz, inspirados nos devaneios da vida, onde se destaca a amplitude de estilos, definem claramente uma sensibilidade estética única. O seu iconformismo, ou melhor, a reflexão que faz das coisas, é deliciosamente cantada numa poderosavoz que deambula pelos poemas dando-lhes um vigor extraordinário.
O album Um...Er...Uh de 1999 revela um artista «sem rodeios» onde as batidas desconsertantes e a mensagem de uma tremenda honestidade lírica, retratam momentos da sua vida...onde muitos também se podem encaixar...
DrFunkenstein faz mais uma vez as honras da casa partilhando um tema de eleição. Enjoy yourself and Funk You!!!
Tenho uma página em branco e por enquanto não há muito a fazer. Quem sabe um dia sem esperar, me aparece uma luz no ar dizendo o que tenho de escrever.
O sol já tratou de amarelá-la e a chuva lançou-lhe a humidade. Mas a página continua à espera das palavras que não chegam, sejam de mentiras ou de verdade.
Já faz tempo que virei a página e ainda assim continua vazia. Não é ela que é culpada de uma inspiração desnorteada que mudou da noite para o dia. (...)
DrFunkenstein (Rui Beato)
Agora a versão "imaculada" do grande e grandioso Jorge Palma saída do álbum «Com todo o respeito»:
Luisa Sobral, mais uma nova voz que entrou para a sound list de luxo de DrFunkenstein para preencher os serões; o retiro do guerreiro ao fim do dia ou mesmo as viagens ao mundo dos pensamentos... Uma voz doce, ternurenta e com aquele toque especial do jazz melancólico mas bem gostoso de ouvir. Uma "espécie" de versão portuguesa da sueca Lisa Ekdahl. Mas o que é nacional também é muito bom! Parabéns Luisa.
E para hoje, o fim perfeito para um dia quase perfeito.
Depois de dois "resgates" inesperados, ilustrados por uma série de palmadinhas nas costas e outros tantos "empurrões morais" a tipos que, apesar de nunca ter visto, me fizeram sentir uma espécie de super herói do acaso sem nunca saber bem o que isso é... reconheço que são coisas de uma espontaneidade que, felizmente ainda não consegui domar. Rudyard Kipling (famoso escritor inglês do século passado) já dizia: «Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes, e, entre Reis, não perder a naturalidade (...) tua é a Terra com tudo o que existe no mundo, (...)
O certo é que já tinha acordado com a estranha sensação de que hoje estava disposto a salvar o mundo, mas pensei: - que se lixe! Fica para a próxima. Nem estou nos melhores dias e mais dia menos dia, vai dar ao mesmo. A palavra erro saltou-me à vista como um neon fluorescente que piscava intermitentemente a cinco palmos dos olhos. Depois, percebi que a insignificância de um pequeno gesto se revelou uma dávida significativa para outros. É caso para dizer que, o mais importante não é ficar à espera de agradecimentos mas fazer com que os outros se sintam agradecidos.
"Se nunca estivermos preparados para errar, nunca fazemos nada de original."